Mercado Ilegal de Vapes em São Paulo Movimenta R$ 5,8 Mi por Dia: Estudo
O mercado ilegal de cigarros eletrônicos, ou vapes, gera quase R$ 5,8 milhões por dia (R$ 2,12 bilhões anuais) somente no estado de São Paulo, de acordo com um novo estudo da Escola de Segurança Multidimensional da Universidade de São Paulo (ESEM-USP). Apesar da proibição nacional de venda e importação pela agência de saúde do Brasil, a Anvisa, desde 2009, os produtos estão amplamente disponíveis e seu uso está em expansão.
A “1ª Pesquisa Nacional sobre a Demanda por Bens e Serviços Ilícitos” revelou que aproximadamente 815.757 pessoas em São Paulo utilizaram vapes nos últimos 30 dias. A pesquisa, que entrevistou 3.000 respondentes, destaca um próspero mercado negro.
Leandro Piquet, coordenador do estudo e especialista em mercados ilícitos, argumentou que a abordagem proibicionista está falhando. “O regime de proibição, em vez de eliminar os mercados de bens e serviços ilegais, acaba transferindo-os para a esfera do crime organizado”, afirmou Piquet. Ele explicou que onde há demanda, uma oferta sempre surgirá, e neste caso, beneficia organizações criminosas com uma lucrativa fonte de financiamento. O estudo também simulou que o estado de São Paulo perde mais de R$ 3 bilhões anualmente em potenciais tributos estaduais e federais devido à natureza não regulamentada do comércio de cigarros eletrônicos.
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